Como os aviões, eles terão de avisar a torre de controle, em Congonhas.
ARDILHES MOREIRA
O tráfego de helicópteros em São Paulo passa a ser controlado hoje pela Aeronáutica. Para voar na área de maior movimento da cidade os pilotos vão precisar da autorização da torre de controle do Aeroporto de Congonhas. Ela vai monitorar grande parte das cerca de 300 viagens diárias realizadas na capital. Até ontem, os próprios profissionais realizavam o controle em uma freqüência aberta de rádio. São Paulo tem a segunda maior frota do mundo, com 484 helicópteros registrados. Nova York é a primeira.
Antes, cada piloto devia avisar aos colegas que também estivessem voando qual a sua localização e intenções. Sistema que continua em uso nas rotas de menor tráfego.
A Aeronáutica alterou a direção do tráfego na rota que passa sobre o Rio Pinheiros. Ela deixa de termão dupla e só recebe helicópteros no sentido nortesul. O fluxo contrário será direcionado para a Rota Especial de Helicópteros (REH), sobre o Morumbi. A altitude média dos vôos aumenta 100 metros. Um dos objetivos é reduzir o ruído provocado pelos aparelhos.
O aumento do número de helicópteros utilizando o espaço aéreo da capital é a principal justificativa do Serviço Regional de Proteção ao Vôo (SRPV) de São Paulo para a adoção do novo sistema. Em 2001, foram 12.268 viagens na região metropolitana. No ano passado, 17.264. “Estava na hora de tomarmos medidas para evitar congestionamentos e aumentar a segurança”, disse o chefe do SRPV, coronel Luiz Cláudio Ribeiro da Silva.
A torre do Aeroporto de Congonhas vai controlar uma área de 120 quilômetros quadrados, que abrange Moema, Brooklin, Itaim-Bibi, parte do Morumbi, Pinheiros, Perdizes e Lapa. Nessa área estão 106 dos 181 helipontos da região metropolitana.
A estrutura utilizada pelo SRPV no Controle de Helicópteros de Congonhas será a mesma que já acompanha os 600 movimentos diários (pousos e decolagens) de aviões em Congonhas. Dois novos operadores terão dedicação exclusiva ao monitoramento do radar e comunicação com os helicópteros.
Segundo o presidente da associação de Pilotos de Helicópteros do Estado de São Paulo, Carlos Artoni, o novo sistema é fundamental para a segurança de vôo. “É uma medida que interessa a todo mundo.”